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domingo, 11 de outubro de 2009

Quando o amor se torna pecado: PEDOFILIA

Luxúria é o pecado pela desmedida, pelo excesso de males advindos da sexualidade, é o desvirtuamento do sexo. Este pecado quer ser todo desejo, usar desmedidamente toda a liberdade, transformar toda sexualidade em fome de carne.
São Tomas de Aquino , classificava a luxúria como o pecado que contraria o bom senso e a razão, originando a fornicação excessiva, a agressão contra os princípios da castidade, o adultério entre os casais, e o incesto entre os membros da família.
A força propulsora da luxúria é o desejo, e a sedução o seu mecanismo mais eficiente de convencimento. Mas até que ponto chega o desejo?

“Professor pedófilo oferecia dinheiro para as vítimas em troca de acariciá-las e deixassem que ele praticasse sexo oral. As crianças acrescentaram que isso ocorria principalmente na casa dele e também na escola. Colegas de profissão ficaram assustados com a notícia, uma vez que nunca desconfiaram. Uma das vítimas, uma menina de nove anos, relatou à delegada que o professor chegou a mostrar o pênis e pegava no bumbum deles. Na lista incluiria um menino de oito anos. A mãe desse menino confirmou à delegada que o garoto não queria mais estudar. Ao insistir sobre o motivo, ele contou à mãe, que ficou horrorizada e também procurou a polícia.”

Assim como esse marcante caso de pedofilia que aconteceu no Espírito Santo podemos encontrar inúmeros relatos de crianças abusadas por pai, mãe, parentes, pessoas próximas, líderes religiosos, entre outros. Pedofilia é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes.
No Brasil os números são alarmantes: “76% dos sites pedófilos de todo o mundo estão concentrados no Brasil; cerca de mil novos sites pornográficos com crianças e adolescentes são criados a cada mês no Brasil; 52% dos crimes de pedofilia são praticados contra crianças de 9 a 13 anos e 12% contra bebês de zero a três meses de idade; no primeiro trimestre de 2008, segundo a SaferNet, denúncias contra pedofilia saltaram de 35.464 para 48.129 no Brasil, comparadas ao mesmo período do ano passado;O Orkut, rede mantida pelo Google, é responsável por 90% das denúncias de pornografia infantil na internet". (Revista Visão Jurídica, número 26)
O abuso sexual infantil é considerado pela Organização Mundial da Saúde como um dos maiores problemas de saúde pública, devido aos altos índices de incidência e as sérias conseqüências para o desenvolvimento da vítima e de sua família. Os efeitos ao ser em formação são incalculáveis, podendo causar danos permanentes ao indivíduo.

"...O meu maior sonho quando mais jovem, era aguardar que o verme viesse a falecer, para que eu pudesse, ir a seu túmulo, e lá vomitar, escarrar, urinar e defecar em seu túmulo, para poder me livrar um pouco do mau cheiro que me perseguia por tanto tempo..."


Vale ressaltar que o distúrbio psicológico pode ser tamanho que há casos em que a criança abusada quando adulta desenvolve o mesmo desejo de abusar de crianças.




É RESPONSABILIDADE DE TODOS DEFENDER A INFÂNCIA DAS CRIANÇAS INSERIDAS NA NOSSA SOCIEDADE.



DENUNCIE



As denúncias de pedofilia podem ser feitas em locais como a Promotoria de Justiça da Vara da Infância e Juventude e o Conselho Tutelar de cada Estado. Com uma ligação anônima, é possível fazer uma denúncia pelo número "Disque 100"












sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Avareza como base da atual política e sociedade


Quando se abre o jornal, o que mais se vê são escândalos políticos em que se observam os nossos representantes usando de seu cargo, sua posição, para ganhar vantagens. Ou quem não se lembra do escândalo dos atos secretos, ou o dos cartões corporativos, ou ate mesmo do mensalão, sem falar nos outros pelos quais o país já passou e os que ainda não foram descobertos? Vive-se hoje no Brasil a era da avareza na política, já que o que se vê em nossos representantes é uma desordenada ambição pelo dinheiro e uma cobiça por quaisquer bens.

Os políticos se esqueceram do porquê de eles terem sido colocados no poder, que é o fato de que eles devem agir de acordo com o que for melhor para a população. Entretanto, o que se observa é uma grande disparidade – por um lado, cortes feitos para investimento nas áreas básicas como saúde, educação, saneamento básico, habitação; por outro, a máquina pública gastando cada vez mais consigo mesma como, por exemplo, as inúmeras vantagens que o nosso senado recebe como auxílio moradia, verbas-indenizatórias, serviços gráficos, entre outros.

São Tomás de Aquino, em seu livro De Malo, questão 13, artigo três, fala que a avareza possui sete filhas: a traição, a fraude, a mentira, o perjúrio, a inquietude, a violência e a dureza de coração. Por exemplo, ao se preocupar tanto com os bens materiais, você começa a desconsiderar o outro, o que faz você ter dureza de coração. Ou quando você só pensa naqueles bens e sua vida fica em função de protegê-los para ninguém roubá-los, você fica inquieto. E como você vai conseguir esses bens: por meio da fraude, mentira, se for juramento, perjúrio e até mesmo pela violência.

É assustador ver, muitas vezes, os nossos políticos fazendo uso dessas filhas da avareza, e o que se observa com maior apreensão, é que esses são muitas vezes reflexo da atual sociedade em que o dinheiro e os bens têm prioridade em face do próprio ser humano e o que se tem é um mundo em que “ninguém está nem ai pra ninguém”, o importante é: eu enriquecer nem que pra isso eu tenho que destruir o outro.

A solução é simples: os políticos em vez de se preocuparem em se beneficiar, deveriam se preocupar em procurar melhorar as condições da população, essa também deve se lembrar que o mundo não é só ganhar, mas também de doar, de ser generoso, de pensar muitas vezes no seu vizinho. Temos que procurar um meio termo, senão, não só politicamente, o que já está ocorrendo, mas socialmente vamos ser extintos.

Mas a gula não seria pior?


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Minha imagem dá o brilho no cenário dos mortais"


O mito de Narciso personifica o pecado da vaidade. Ele era um jovem filho de um deus e uma ninfa, com uma beleza extrema, que preferia viver só, pois não havia encontrado ninguém que julgasse merecedor do seu amor. Segundo a mitologia, Narciso, após desdenhar de seus pretendentes, foi amaldiçoado pelos deuses para amar o primeiro homem que olhasse. Enquanto caminhava pelos jardins de Eco, se deparou com uma lagoa onde viu o seu reflexo na água. Apaixonou-se tanto por si próprio, que inclinou-se cada vez mais para tentar alcançar aquela imagem, acabando por cair na lagoa e se afogar.
A vaidade, ou soberba, se traduz pelo sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogâcia, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais da sistematização. São Tomás de Aquino a definiu como a própria excelência, que se aparentemente é a aspiração a imitar a grandeza de Deus, realmente, é a transgressão da medida em que devemos desenvolver nossa elevação. Isso quer dizer que a pessoa busca a excelência pessoal, o que contraria a grandeza e a glória de Deus, se negando a servi-lo.
Atualmente, as atividades sociais estão muito influenciadas pela imagem pessoal. Em nenhum momento, é possível dissociar as pessoas da sua imagem e elas, muitas vezes, são julgadas, e até mesmo excluídas, por não se enquadrarem nos padrões estabelecidos como perfeitos. Esse fato acaba influenciando negativamente as pessoas, que passam a ser cada vez mais vaidosas, cometendo exageros para alcançar esse tão difícil fim da perfeição.
É incrível como muitas pessoas se submetem a sucessivas cirurgias plásticas de forma desnecessária, o que acaba por prejudicar sua saúde ou até levá-las à morte. É certo que muitas cirurgias de correção melhoram a qualidade de vida da pessoa, elevando sua auto-estima. Entretanto, critica-se o uso da cirurgia plástica como forma de reconstrução da imagem, o que torna as pessoas dependentes do instrumento cirúrgico como construtor da sua própria identidade.
Além disso, o excesso de vaidade causa uma segregação social, pois as pessoas tendem a se criticar mutuamente devido a pequenas diferenças. Por um lado, isso faz com que aqueles que não se preocupam muito com a imagem sejam vítimas de preconceitos. Por outro, a vaidade excessiva leva a quadros de nervosismo e depressão, pois as pessoas ficam tão fixadas na idéia da perfeição que desenvolvem transtornos mentais, como anorexia e outros distúrbios. Há um medo tão grande de engordar ou ser inferior aos outros, que as pessoas preferem as doenças e a cirurgias ao risco de ganhar peso ou se sentirem feias.




Será que é a vaidade? Não seria a inveja o pior?




domingo, 4 de outubro de 2009

A Igreja Católica e a sistematização dos pecados

A idéia de que existem atitudes positivas e negativas não surge com a classificação dos pecados capitais pela Igreja Católica, mas na cultura grega, destacando-se a filosofia aristotélica. Aristóteles teoriza sobre as virtudes morais, que são meio termo entre dois extremos: vício pelo excesso e vício pela falta. As virtudes aristotélicas não nascem com o homem, mas são adquiridas por meio do hábito e fazem com que ele desenvolva uma segunda natureza.

No século VI, o Papa Gregório Magno reuniu sete atitudes consideradas as mais reprováveis pela Igreja Católica, atitudes estas que significam a morte da alma e só podem ser perdoadas por Deus. São Tomás de Aquino, em seu livro Suma Teológica, sistematiza os Pecados Capitais e os classifica em ordem decrescente no que diz respeito à ofensa ao amor, sendo eles: Vaidade, Inveja, Ira, Avareza, Preguiça, Gula e Luxúria.

Vaidade: Mesmo que arrogância, caracterizada pela falta de humildade, pelo sentimento de auto-suficiência afirmando seu ego em oposição a Deus. A vaidade se contrapõe à virtude da humildade.

Inveja: Desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo. A virtude contraposta é a caridade.

Ira: Intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental e emotivo que conflita o agente causador da ira e o irado. A paciência é a virtude oposta a ira.

Avareza: Apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. A virtude é a generosidade.

Preguiça: Aversão ao trabalho, à falta de capricho, o desleixo, a lentidão e a recusa em se esforçar. A diligência se contrapõe à preguiça.

Gula: Busca constante e incontrolável por prazer no beber e comer. A virtude oposta é a temperança.

Luxúria: Apego e desejo descontrolado por prazeres carnais, também conhecida como lascívia. É a entrega descontrolada ao sexo em busca de prazer. A virtude contraposta é a castidade.

Embora classificados e enumerados pela visão moral e religiosa da Idade Média, os pecados ainda estão muito presentes na atualidade, provando que esse mal não foi restrito àquela época. O Vaticano, em pleno século XXI, ratificou os sete pecados e ainda acrescentou outros a lista, atualizando-a à realidade do mundo globalizado. São também considerados pecados capitais: manipulação genética, uso de drogas, desigualdade social, poluição ambiental, entre outros.

A sociedade contemporânea não está mais tão influenciada pelos dogmas da Igreja Católica, entretanto, os pecados ainda estão presentes na realidade do homem, influenciando cada uma de suas atitudes, geralmente de maneira negativa e produzindo o mal.

Nos próximos sete dias o blog irá tratar dessa influência negativa dos pecados, abordando temas comuns do nosso cotidiano.

Um terrorista sequestra 20 pessoas em um shopping e as esconde dentro de uma sala. Nesta sala os reféns encontram-se amarrados à explosivos de grande capacidade destrutiva. Os agentes policiais recebendo o chamado prontamente se dirigem ao shopping. Ao chegar ao local estabelecem contato com o terrorista, que demanda várias exigências a serem cumpridas para a liberação dos reféns vivos, entretanto em nenhum momento conseguem ver quem está ao telefone. O comandante da operação dada a situação de grande perigo decide ordenar a invasão e acaba por prender um rapaz com as mesmas características que foram apresentadas na ligação anônima denunciando o delito, entretanto não encontram os reféns. Posteriormente a captura, começam então os policiais a perguntar ao rapaz aonde estavam os reféns. Nenhuma resposta é encontrada, uma vez que o rapaz recusava a dar as informações, sob a alegação de que não era o terrorista e portanto não sabia a localização do cativeiro. O comandante diante das alegações do jovem tenta estabelecer contato com o telefone, o qual antes o terrorista vinha utilizando, mas a ligação não é atendida. Tendo em vista o prazo estabelecido pelo terrorista, a situação começa a se agravar diante da iminente explosão caso não sejam encontrados os reféns. O Comandante nesse momento se depara com um dilema moral, filosófico e legal:

Deve torturar o rapaz em busca das informações abandonando assim o respeito à dignidade humana, sobrepondo o comunitarismo em face do liberalismo, ou até mesmo praticando um ato ilegal, que resultará na salvação de muitas outras vidas? O que você faria?

Em que momento um ser humano realizou o ato mais cruel?

Qual é o pior dos sete pecados capitais?

Qual sua opinião a respeito da legalização do uso de drogas?